quarta-feira, 23 de maio de 2012

A nutricionista, as ameixas secas e o barco de Amyr Klink

Olá pessoal,

     Estou lendo um livro super interessante, chama-se Gestão de Sonhos: Riscos e Oportunidades. Trata-se da entrevista de Amyr Klink para Sérgio Almeida, este livro demonstra que o navegador e aventureiro é um dos maiores gestores de projeto!
     Uma parte me chamou atenção, no capítulo sobre detalhes, Amyr cita a importância de sua nutricionista Takako, como ele diz: "tem um aparente mau humor" mas que foi quem mais lhe ensinou sobre a importância dos detalhes num projeto.
     Amyr conta que em sua primeira longa viagem à Antártica, Takako preparou um projeto para quarenta meses de autonomia, mas ele afirma que a última coisa com que se preocupou foi a comida. 
     Takako trabalhou dois anos neste projeto e sempre ligava solicitando a ida de Amyr à Curitiba para que lhe explicasse os detalhes do projeto, mas ele insistia que bastava enviar as comidas para Santos, assim ele não precisaria ir até Curitiba, afinal estava próximo à data de partida e tinha outros problemas maiores para resolver.
     Após muito insistir, Takako (a japonesa de mau humor...) conseguiu fazer Amyr ir ao seu encontro. 
Irei transcrever o restante da história com o relato de Amyr :
     "Ao chegar lá, percebi a importância da visita. Era um programa muito bem elaborado, em que o mesmo mini-contêiner em que se guardava a comida da semana era utilizado para armazenar o lixo. A Takakoplanejou detalhadamente o carregamento da comida no barco: colocou as 169 embalagens nas docas, na ordem reversa, para que fossem carregadas no caminhão na ordem direta; assim, no cais, em Santos, as embalagens seriam descarregadas na ordem inversa; durante a viagem eu poderia tirá-las, portanto, na ordem. A Takako pensou em tudo!
     Experimentando as comidas desenvolvidas pela Takako, abri um pacotinho em que só havia três ameixinhas secas. E eu pedi a ela que colocasse um punhado a mais de ameixas secas. Ela perguntou se eu sabia o peso de uma ameixa seca - eu não fazia idéia, perto das toneladas de combustível que estava carregando, âncora de reserva, 400 quilos de cabos, etc. Ela respondeu que cada ameixa seca pesava 10 gramas e, se colocasse uma ameixa a mais em cada pacote, a ameixinha extra afundaria o meu barco. Foi então que fiquei sabendo que eram 98 mil saquinhos de ameixa para as 169 semanas de viagem. Pensei que, se trocasse a ameixa por pera, por exemplo, afundaria o navio. Por essas e outras, Takako é uma das pessoas que mais me ensinaram sobre a importância dos detalhes para um bom planejamento".

     Nutris, acredito que podemos tirar boas lições deste relato!

domingo, 20 de maio de 2012

É só um estudo de caso?

Olá pessoal, venho contar sobre uma experiência que tive neste sábado. Fui convidada para compor a banca avaliadora de um trabalho na disciplina de Liderança Pessoal e Organizacional no curso de pós graduação voltado à nutricionistas. O engraçado é que anos antes eu tive que apresentar o mesmo trabalho pois era aluna do curso.

O trabalho em questão era um estudo de caso: uma concessionária em crise, onde a Unidade responsável por 50% do faturamento apresentava vários problemas operacionais, hierárquicos e inúmeros conflitos. O objetivo do trabalho: o grupo é uma consultoria e deve convencer o presidente da empresa que as soluções propostas são as melhores e trarão os resultados esperados. Comecei a ler o estudo de caso (novamente), depois a matéria do professor e quando dei por mim... estava refazendo o estudo de caso, como se eu fosse apresentar no dia seguinte, me bateu até aquele frio na barriga, fiz resumos e organogramas! 

Chegando lá, entrei na sala e voltei ao ano em que estava no papel de aluna, vi todas as meninas afoitas, conversando, com o notebook aberto, fazendo os últimos ajustes... um turbilhão de emoções. Você deve se perguntar: Mas qual o motivo de tantas emoções? É só um trabalho! Meus colegas, este é O TRABALHO! Graças a ele aprendi demais sobre gestão organizacional e liderança! O professor fez, e pelo visto continua fazendo uma pressão neste trabalho e é isso que faz com que todos se dediquem ao máximo para torná-lo O TRABALHO!

E começam as apresentações!!!! Não posso negar que estar do outro lado (como avaliadora) foi bem gostoso! Mas... não vim para escrever sobre os trabalhos em si... somente sobre minha conclusão ao final das apresentações.


É comum o apego aos detalhes técnicos e mais comum ainda deixar a questão PESSOAS um pouco de lado. Sim, é difícil lidar com pessoas e principalmente com conflitos! O estudo de caso era cheio de conflitos, desde a alta direção até o nível operacional. Não é possível falar e listar prioridades se não pensarmos nas pessoas, afinal são elas que compõem as organizações; não existe sustentabilidade sem investimento e capacitação de pessoas.

É preciso desenvolver visão sistêmica para poder gerir. O sistema é um conjunto de processos interativos e a gestão são práticas que levam a resultados melhores. No meio deles existem pessoas!

E como diz Simone da Costa: "Não há visão sistêmica sem dinamismo, coletividade e quebra de paradigmas".

Já parou para analisar o seu estudo de caso?






Arquitetura dos Sabores - uma revolução muito apetitosa

    Pessoal, não pude deixar de compartilhar o artigo de uma pessoa muito especial... minha amiga, colega de trabalho e de APAN - Denise Cussioli.

    A partir dos anos 80, a Gastronomia viveu uma verdadeira revolução no Brasil. Saímos de um cenário estagnado, com restaurantes muito parecidos em que imperavam pratos regionais e receitas estrangeiras mal adaptadas, para chegamos ao novo milênio com um leque de ofertas que engloba uma boa mostra da culinária mundial.
    Ficaram no passado os cardápios insossos em criatividade, limitados nos ingredientes pelas restrições e taxas de importação e, no preparo, pela pouca técnica daqueles que heroicamente se tornaram cozinheiros na boca do fogão. Hoje, temos acesso a produtos do mundo inteiro e, nas nossas cozinhas comerciais, atuam um número cada vez maior de profissionais com formação acadêmica específica, adquirida no exterior e/ou, também, nas escolas e cursos profissionalizantes de Gastronomia que continuam a surgir no País.
      Os restaurantes também mudaram. E não apenas na comida e no visual. De negócio familiar, administrado empiricamente pelos donos, passou a ser encarado e administrado como empresa; e a cozinha deixou de ser lugar da mama para ser comandada por um profissional do ramo. Todas essas mudanças, que começaram pelos restaurantes de luxo, não ficaram restritas às casas estreladas, espalhando-se de forma generalizada. Ou seja, mesmo quem continua cozinhando a mesma coisa, o faz de forma diferente, mais apurada.
    Com isso a valorização na apresentação dos pratos se torna uma ferramenta fundamental na alta gastronomia, uma forma eficiente para despertar o apetite de seus clientes. Uma prática que engloba o desenvolvimento de utensílios e ferramentas utilizadas para manusear ingredientes e serviços relacionados à alimentação, fazendo da cozinha uma verdadeira fábrica de criatividade e inovações. A apresentação dos pratos e o visual final do produto é o foco da tendência atual na gastronomia, a criatividade e a habilidade na cozinha devem ser refletidas na apresentação destes, atenção, portanto aos sabores, cheiro e gosto na execução e finalização de um bom prato. Seguem algumas pitadas para incrementar esta ferramenta:

+  Variar o tipo de corte e o método de cocção;
+  Evitar utilizar somente alimentos cozidos ou assados – ou seja – uma sequência com alimentos na mesma característica;
+ Evite a repetição de alimentos iguais nos pratos;
+ Variar os sabores e contrastes com iguarias doces, salgadas, picantes e ácidas;
+ Evite a repetição de cores – pratos monocromáticos;
+ Observe e valorize a textura dos alimentos que compõe os pratos.


Dra. Denise Cussioli Gonçalves

Nutricionista formada pela Universidade de Guarulhos, pós graduada em Padrões Gastronômicos pela Universidade Anhembi Morumbi. Atua no ramo de refeições coletivas pela empresa GRSA – Soluções em Alimentação e em Serviços de Suporte. Membro da diretoria APAN (Associação Paulista de Nutrição).

segunda-feira, 19 de março de 2012

Cervejaria Nacional - E viva o menu degustação!

Sábado à noite, St. Patrick's Day, aniversário de um amigo... local: Cervejaria Nacional. Quando entro e vejo no cardápio um menu degustação das cervejas artesanais não tive dúvida!

O local é super agradável, possui comanda individual e tem dois ambientes: no 1 andar fica o bar e o local onde a banda toca após as 22h. O segundo andar é composto pelo restaurante. O ritmo é frenético, os atendentes dançam em meio a tanta gente com copos enormes de todos os tipos de cervejas.



Seguem informações sobre cada uma (retiradas do site).Da esquerda para a direita:

Domina Weiss
Feita com malte de trigo e não filtrada. Turva, amarelo palha, espuma branca e abundante. Amargor leve, e refrescante. Aroma com notas de banana e cravo provenientes da fermentação e das leveduras que são carregadas para o copo. Estilo clássico alemão feitas há mais de 500 anos.

Yara Pilsen
Cerveja tipo Pilsen. Sedutora, dourada, com espuma branca, corpo de médio para baixo, amargor sútil, leve notas de malte no paladar e consumo fácil, agradável. Y-îara Pilsen é puro malte com uma boa presença de lúpulo, fiel às origens do estilo (Rep. Tcheca final do séc XIX).

Mula Ipa
Tipo india pale ale de alta fermentação, corpo médio para alto. Saborosa, com notas de caramelo. A generosa quantidade de lúpulos cítricos deixam seu amargor alto e persistente. Aromas frutados provenientes da fermentação são deliciosamente perceptíveis. Fogosamente alcoólica.

Kurupira Ale
Receita de alta fermentação de cor âmbar a marrom-avermelhado, com boa formação e retenção de espuma deliciosamente cremosa. Aromas de malte, tofee e frutado. sabor de malte torrado, levemente doce e equilbrado com o amargor do lúpulo. Receita guardiã do nobre estilo ale inglês.
Sa'si Stout
Tipo Stout, de alta fermentação, alto corpo, robusta. Presença de malte torrado evidência marcante, cor rubi-vermelho bem escura e um paladar tostado. O lúpulo confere aroma e excelente balanço entre o amargor e a doçura, espuma densa incrivelmente cremosa. Tradição inglesa.


Para acompanhar, pedi Batata Rústica... estava ótima!

Cervejaria Nacional
Av. Pedroso de Morais, 604
Pinheiros - São Paulo - SP
http://www.cervejarianacional.com.br/

Vale a pena ir de novo... O pecado ainda mora na Vila Madalena (II)

Estava de bobeira ontem (último dia de Restaurant Week), quando minha amiga ligou e combinamos de sair para almoçar.
Sem destino, lembrei da Bruschetteria na Vila Madalena (aquela do post: O pecado mora na Vila Madalena), e como tudo que é bom DEVE ser repetido...

Pedimos o cardápio do Restaurant Week. Ah, preciso comentar que o atendimento sempre é ótimo, todo mundo atencioso... o lugar é encantador!

Vamos lá...

Entrada da Gabi: Bruschetta pomodoro
Minha entrada: Bruschetta de pesto, mozzarella e alicci


Prato Principal:
Gabi: Gnocchi com molho de cogumelos e tomate
Meu: Risotto de limão siciliano com ragu bolognese



Sobremesa:
Gabi: Semifreddo de chocolate com creme inglês e amendoas caramelizadas
Meu: Bruschetta de morangos em balsâmico e mascarpone


E deixou o gostinho de quero mais... ahh, não mesmo!

Gabi: Bruschetta de nutella com amêndoas
Meu: Bruschetta de queijo brie com mel e nozes



Os drinks foram os mais diversos... maravilhosos também!



A tarde de domingo perfeita, boa comida e ótima companhia!

Prima Bruschetteria - São Paulo
R. Aspicuelta, 471 - Vila Madalena
São Paulo - SP,  Cep: 05433-011
http://primab.com.br/sp/

Coffee Lab! Uma experiência deliciosa...

Desde que me conheço por gente tomo café! Semana passada fui almoçar com minhas amigas (que conheço desde que me conheço por gente também) e acabamos parando num "Laboratório" - O Coffee Lab.

A entrada é uma graça, com as luminárias em canecas. Assim que chegamos, nos explicaram as regras da casa... Regras? Sim! A água é cortesia da casa e os pedidos são feitos por nós, diretamente na cozinha.




Eu e a Carol pedimos um Bourbon Vermelho  com tiragem Aeropress (aromas principais: frutas vermelhas e castanhas), nota sensorial: 84,5.


A Raquel pediu um Sumatra coado (aromas principais: melão, mel, flores e chocolate amargo). Nota sensorial: 90.





A Marcela, como não gosta de café pediu o Chocolate da Vovó Calorenta!

Para acompanhar pedi um docinho: Bolinhas soltinhas de sagu de café com creme de baunilha orgânica. Perfeito!!!



As meninas pediram um Brioche com Nutella.



O local é pequeno, e em dias de chuva fica abarrotado! Mas vale muito a pena conhecer, eles vendem os grãos de café e fazem a moagem de acordo com o método de preparo que você preferir.

O vídeo não ficou bom, mas prestem atenção no método Aeropress!

video




Coffee Lab
Rua Fradique Coutinho, 1340
Vila Madalena - São Paulo/SP
CEP: 05416-001 - Brasil
Tel.: +55 (11) 3375-7400

Restaurant Week - La Pasta Gialla

Como amadora da boa comida, fui com meus amigos no La Pasta Gialla durante a semana do Restaurant Week.
Cheguei bem cedo com uma das amigas e como as lombrigas já brigavam por comida, pedimos um couvert. Estava ótimo, uma das pastas parecia um mousse de maracujá e a combinação com o pão quentinho foi perfeita.
Quando o restante dos amigos chegaram, escolhemos os pratos.

Para a entrada, todos escolheram o Cheesecake de gorgonzola com salada de folhas mistas ao vinagrete de amora e nozes. Estava bom, mas não parecia um Cheesecake.


Depois pedimos o prato principal, eu pedi o Medalhão de mignon ao molho de vinho do Porto com polenta cremosa e mascarpone, não senti o marcarpone... Meus amigos pediram o Peixe do dia grelhado com presunto cru e Tagliolini ao molho de limão.




Para a sobremesa pedi o Tiramisú de chocolate com calda de baunilha e café - não consegui nem terminar de comer. Os amigos pediram a Torta de limão siciliano com calda de tangerina, que estava boa.



Acabei me decepcionando, mas ainda volto para experimentar a massa (dizem que é espetacular)!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Restaurant Week - São Paulo

Pessoal,

Não percam!
Já escolheu o restaurante? Eu já!


MAIS DE 200 CASAS PARTICIPAM DO 10ª SPRW, EDIÇÃO ESTADUAL

Às vésperas de comemorar cinco anos, os organizadores do evento anunciam a expectativa de atrair mais de 400 mil clientes durante os 14 dias de evento.

Os cardápios especiais com entrada, prato principal e sobremesa serão oferecidos a R$31.90 no almoço e a R$43.90, no jantar (bebidas, serviço e couvert não inclusos).


http://www.restaurantweek.com.br/default.asp?id=58

domingo, 4 de março de 2012

Programa Rumo Certo


Objetivo Geral
Produtoras de Refeição aprimorando os profissionais para esse mercado de trabalho.

Programação 2012

Estrada 1 - 8 horas – 10/03/12
Caracterização dos Serviços de Alimentação
Márcia Lima Soares

Estrada 2 - 16hs – 24/03/12 e 14/04/12
Padrões de Cardápios
Felisbela Pino / Márcia Lima Soares

Estrada 3 - 32hs - 05/05/12 e 19/05/12 ; 02/06/12 e 16/06/12
Desenvolvimento Humano e Organizacional
Andre Oliveira / Elaine Pfaff / Felisbela Pino/ Ismael Domingos

Estrada 4 - 16hs 30/06/12 e 21/07/12
Gestão Financeira
Alice Kimura / Felisbela Pino

Estrada 5 - 16hs – 04/08/12 e 18/08/12
Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar
Filomena Filipe

Estrada 6 - 8hs – 01/09/12
Marketing
Felisbela Pino/Marcia Lima Soares

Estrada 7 - 8 horas – 22/09/12
Uso da Tecnologia na Administração de UPRs
Marli Brasioli

Horário das aulas: 8:30 às 17:30 horas

Consulte maiores informações e condições de pagamento junto ao SINESP

e-mail: sinesp@sindicatonutricionistas.com.brContatos: 3361.4208 / 3337.5263 com Geórgia
: Desenvolver as competências necessárias para gestão de Unidades

quinta-feira, 1 de março de 2012

Comer em barraquinhas de ruas é uma maneira de conhecer novas culturas

Prestigiando o artigo da amiga Nana Queiroz:

Já havia passado das três da manhã quando o chef britânico Tom Kime chegou à área central da Cidade de Cingapura. A fome apertava, e ele estava louco para provar a culinária local. Não havia nenhum outro apaixonado por gastronomia para consultar — a única pessoa com quem interagiu no caminho ao hotel foi o motorista de táxi. “Qual é o melhor local para comer aqui a esta hora?”, Kime perguntou. O homem disse que o levaria ao lugar perfeito. O ponto escolhido foi uma barraca de comida de rua tão popular que Kime jura ter contado umas 300 pessoas sentadas às mesas improvisadas no local.

A convite do chef, o taxista sentou-se para comer, chamando à mesa cinco outros homens. A conversa seguiu madrugada adentro e terminou em uma doceria, com o taxista pagando guloseimas para que Kime conhecesse mais da cozinha de seu país. “Qual foi a última vez que um taxista pagou um doce para você? Essas são experiências únicas que só a comida de rua pode proporcionar”, diz ao Correio o chef, que visitou 14 países para escrever o livro Comidinhas de rua (Publifolha). “A culinária de rua é o coração pulsante de qualquer cultura. Ela te faz sentir a essência da comunidade”, defende.

Como Kime, muitos chefs têm se rendido a esses encantos da comida de rua. Cresce o número de títulos sobre o tema nas livrarias e sites com serviços e dicas. A modalidade é popular especialmente entre aqueles que gostam de viajar mas têm um orçamento apertado. Ou, ainda, entre pessoas que vivem tentando recriar um momento mágico vivido durante uma visita a este ou aquele canto do mundo. “Se eu estive em um lugar, mas meus amigos não, isso não significa que eles não possam também usufruir dessa experiência, pelo menos no que diz respeito à gastronomia. Cozinhar comida de rua em casa para as pessoas queridas é quase como mostrar fotos de um lugar que se visitou, é partilhar”, opina Kime. A maior vantagem? Em casa, é possível ter mais segurança quanto à higiene do prato e a frescura dos ingredientes.

Encontros informais

Constituídas em sua maior parte de petiscos, as comidas de rua são ideais para servir em um encontro despojado entre amigos, em que se deseja que todos circulem pela casa e fiquem a vontade. O menu, em geral, é fácil de preparar e pode incluir pratos de todos os cantos do mundo. Para aqueles que vivem em apartamentos pequenos e com poucas louças, esses pratos também são uma boa saída, por permitirem que os convidados comam com a mão ou usando guardanapos. “ A principal marca da comida de rua é a informalidade, todos ficam à vontade”, comenta a chef libanesa Anissa Helou, autora de Mediterranean street food (Comida de rua mediterrânea, William Morrow Cookbooks).
Quando criança, a mãe de Anissa sempre proibiu que ela comprasse alimentos na rua, por temer que a possível falta de higiene das barracas causasse doenças na filha. Quando foi capaz de tomar as próprias decisões, contudo, isso foi justamente uma das primeiras coisas que Anissa optou por fazer. “Desenvolvi uma paixão. É um jeito tão interessante de comer, conhecer a cultura de um país e entrar em contato com gente em um ambiente cheio de naturalidade. É na rua que as pessoas discutem os mais importantes temas da vida, como sua rotina, a política, os costumes. Em uma barraca, a barreira de classes entre o garçom e você não se impõe com tanta força quanto em um restaurante de luxo. Quando viajo a um novo destino, tento aproveitar essas oportunidades para conhecer mais profundamente a realidade daquele lugar”, conta.
Preparados em casa, esses alimentos perdem a magia da interação com os locais. Mas Anissa acredita que, mesmo assim, há muito o que aprender dessa culinária em qualquer ocasião, seja na cozinha doméstica, seja na dos restaurantes. “As receitas desenvolvidas pelos cozinheiros de rua têm uma sabedoria que se acumula por anos. Aquela pessoa faz aquele único prato pela vida inteira, domina completamente seu modo de preparo. Além disso, muitas dessas receitas passam de pai para filho, por gerações. Eles são verdadeiros mestres nisso”, argumenta ela. Ela acrescenta que arriscar-se a fazer algum desses aperitivos em casa pode ser a melhor maneira de se preparar para uma longa viagem a um lugar estranho e diminuir o choque com a comida local.
Um dos desafios de tais aventureiros pode ser encontrar ingredientes, já que cada clima e vegetação vai ofertar sua própria variedade deles. Nesses casos, chefs de cozinha recomendam que se recorra a mercados especializados, mas sem radicalização. Vale substituir um ingrediente ou dois por algo parecido que exista aqui no Brasil, por exemplo, trocando um tipo de pimenta por outro. A principal dica é tentar combinar a receita com os sabores de que você já gosta, provando também os gostos do outro lado do mundo.

Mexilhões recheados (Turquia) - receita da chef Anissa Helou

Ingredientes (para quatro porções):

4 colheres de sopa de azeite extravirgem
1 colher de sopa de pinhões triturados
2 cebolas pequenas bem picadas
1/2 copo de arroz de paella (ou outro tipo de arroz de grãos pequenos), que deve ficar de molho em água quente por alguns minutos
1 colher de sopa de uvas passas
1 e 1/2 colher de sopa de massa de tomate
1/4 de colher de chá de canela em pó
1/4 de colher de chá de pimenta da Jamaica
1/4 de colher de chá de páprica
1 pitada de pimenta-caiena
1 pitada de cravo em pó
1 colher de sopa de salsinha picada
1 colher de sopa de endro picado
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
40 mexilhões grandes ou médios 1 colher de sopa de passa

Modo de preparo:
Coloque o óleo, a cebola e os pinhões em uma panela, mexendo ocasionalmente até dourar. Escorra o arroz e acrescente à mistura. Adicione as uvas passas, a massa de tomate, os temperos e água o suficiente para cobrir a mistura. Ligue o fogo. Quando levantar fervura, cozinhe em baixa temperatura (com a tampa fechada), por cerca de 10 minutos, ou até a água secar. Tire do fogo, enrole a tampa com um pano de cozinha e reserve até esfriar.

Para preparar os mexilhões, retire as rebarbas e lave-os em água fria corrente — não os deixe de molho, pois eles podem murchar. Coloque um mexilhão de cada vez em uma toalha de cozinha sobre sua superfície de trabalho. Insira a ponta de uma pequena faca afiada entre as conchas em uma ponta e deslize até a outra extremidade — o mexilhão deve abrir com facilidade, mas mantendo as duas metades anexadas. Não se apresse nessa parte da preparação: você pode quebrar as conchas ou se machucar com a faca.

Depois de abrir todos os mexilhões, recheie as conchas com mais ou menos uma colher de chá da mistura de arroz em cada uma. Feche-os bem e limpe o exterior. Coloque-o para cozinhar no vapor por cerca de 25 minutos. Depois, retire-os e deixe resfriar.
Sirva-os em temperatura ambiente, com limão. Podem ser um petisco entre outros ou uma bela entrada para um jantar especial.


Kebab b’il Karaz (Síria) - por Tom Kime

Ingredientes (para seis porções)

- 300g de ginjas (cerejas ácidas) secas — se tiver acesso à fruta in natura, ainda melhor
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1 colher (sopa) de melaço de romã
- suco de 1 limão
Para as almôndegas
- 2 dentes de alho cortados ao meio
- 2 pimentas-vermelhas secas bem picadas
- 2 colheres (chá) de coentro em pó
- 1 pitada de sal
- azeite a gosto
- 1 cebola bem picada
- 500g de carne de cordeiro moída
- 1/2 maço de salsa lisa fresca picada
- pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

1. pimentaColoque as ginjas secas em uma panela. Adicione200ml de água, o açúcar e o melaço de romã. Ligue o fogo e espere levantar fervura. Em seguida, deixe cozinhar em fogo baixo por 30 minutos, até obter um molho espesso e viscoso. Adicione o suco de limão e prove, ajustando o sabor, se necessário (tenha em mente que as almôndegas devem ser salgadas e picantes)
2. Enquanto isso, faça as almôndegas. Esmague juntos os dentes de alho, a pimenta seca e o coentro em pó com uma pitada de sal até que eles se tornem uma pequena massa. Pré-aqueça uma panela com azeite, em fogo médio. Frite essa massa por cerca de 2 minutos, até que comece a liberar um aroma bom. Adicione a cebola e refogue por 4 minutos. Retire do fogo e acrescente a mistura à carne moída. Tempere com sal, salsa e pimenta do reino a gosto. Faça bolas do tamanho de um tomate cereja.
3. Frite as almôndegas em azeite de oliva em fogo médio, pré-aquecido. Retire-as quando estiverem de uma cor marrom-dourada e deixe-as repousar sobre um papel toalha (isso vai retirar um pouco do óleo). Em outra panela, coloque as almôndegas e as cubra com a calda de ginjas. Cozinhe por alguns minutos para misturar os dois sabores.
4. É ideal para servir como um de muitos pratos de petiscos ou como parte prato principal.


Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/03/01/interna_ciencia_saude,291498/comer-em-barraquinhas-de-ruas-e-uma-maneira-de-conhecer-novas-culturas.shtml

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ninhos de macarrão com frango

Olá pessoal!
Hoje estava assistindo um programa de TV com mam's e resolvemos testar uma das receitas apresentadas. O resultado foi ótimo, fizemos algumas alterações na receita original... Segue versão light!

Ingredientes:
1 pct de macarrão tipo cabelo de anjo (ninho)
1kg de peito de frango
3 unid. de tomate
50g de azeitonas
1 lata de milho verde
1/2 Cebola
Sal
Pimenta
Cheiro verde
Noz Moscada
2 latas de creme de leite light
1 1/2 xícara de leite desnatado
1 copo de requeijão light
Mussarela light
Margarina light

Modo de Preparo:

Cozinhe o frango e desfie. Misture com a cebola picada, azeitonas, tomate, sal, pimenta e cheiro verde. Bata o milho no mix ou liquidificador com a água da lata. Adicione ao frango.
Molho: Em uma tigela, coloque o creme de leite light, o leite desnatado e o requeijão light. Adicione sal, pimenta e noz moscada. Misture até ficar homogêneo.

Disponha em um refratário untado com margarina um pouco do molho e coloque o cabelo de anjo (ninhos). No centro de cada ninho coloque um pouco do recheio de frango. Adicione o restante do molho (importante: o molho deve cobrir o macarrão).

Coloque queijo mussarela ralado por cima dos ninhos.

Asse em forno médio por cerca de 30 - 40 minutos.

* Receita adaptada do programa Dia a Dia com Daniel Bork (rede Bandeirantes)
http://www.band.com.br/diadia/receita.asp?n=Ninhos-de-Macarr%C3%A3o&r=20477

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Brasileiros são os que mais usam emagrecedores na América Latina

Recebi hoje no Boletim SIS - Saúde uma reportagem sobre o uso de emagrecedores e os maiores consumidores dentro da América Latina. Os brasileiros foram os campeões em insatisfação com a silhueta. Segue abaixo reportagem:

A insatisfação dos brasileiros está acima da média mundial

Os brasileiros são os latino-americanos que mais consomem remédios para perder peso, segundo levantamento da empresa especializada em pesquisa de consumo Nielsen Holding. O estudo, que analisou várias regiões além da América Latina, mostra que 12% dos brasileiros usam emagrecedores.
A média de consumo de emagrecedores na região é 8%. Na Venezuela e no Peru, apenas 4% recorrem a esse tipo de medicamento.
Os brasileiros também são os mais insatisfeitos com a silhueta. Cerca de 43% dizem estar um pouco acima do peso e 16% dizem estar acima do peso. Apenas 30% se mostram satisfeitos com o peso atual. A insatisfação dos brasileiros está acima da média mundial. De acordo com o estudo, 53% das pessoas no mundo dizem estar um pouco acima do peso.
Os chilenos também se destacam como os que se consideram muito acima do peso, são 8%. Entre os brasileiros, 3% se enquadram nesse perfil.
Os colombianos, por outro lado, são os mais contentes com a aparência – 44% consideram o seu peso satisfatório e 38% dizem estar um pouco acima do peso. A média de satisfação na América Latina é 37%.
O estudo mostra ainda que 50% dos brasileiros tentam atualmente perder peso de alguma forma. Desses, 76% apelam para a mudança na dieta e 64% dizem estar fazendo exercícios.
Os mexicanos são os que mais buscam estar em forma – 60% tentam perder peso. Desses, 66% fazem exercícios físicos, os recordistas no quesito na região. Os que menos se exercitam são os peruanos – apenas 49%, entre os que buscam perder peso.
O estudo mostra também que 52% dos latino-americanos não entendem nada ou apenas parte das informações nutricionais contidas nas embalagens dos alimentos.
Os latino-americanos (64%) são os que mais defendem a inclusão de informações calóricas nas embalagens, contra 53% dos europeus e apenas 28% dos africanos e árabes.
A pesquisa da Nielsen Holding ouviu 25 mil pessoas, por meio da internet.

fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=13636

Programa Rumo Certo

Olá pessoal,

O Programa Rumo Certo é um curso bem interessante e aborda todas as ferramentas necessárias para uma boa gestão na área de alimentação. O curso é completo e os palestrantes experientes.


Objetivo do Programa
Desenvolver as competências necessárias para gestão de Unidades Produtoras de Refeição aprimorando os profissionais para esse mercado de trabalho.
Programação:
Estrada 1 - 8hs dia 10/03/2012 - Caracterização dos Serviços de Alimentação - Márcia Lima Soares
Estrada 2 - 16hs dias 24/03 e 14/04/2012 - Padrões de Cardápios - Felisbela Pino/ Márcia Lima Soares
Estrada 3 - 32hs dias 05/05, 19/05, 02/06, 16/06/2012 - Desenvolvimento Humano e Organizacional - Andre Oliveira/ Elaine Piaff/ Felisbela Pino/ Ismael Domingos
Estrada 4 - 16hs dias 30/06 e 21/07/2012- Gestão Financeira - Alice Kimura/ Felisbela Pino

Estrada 5 - 16hs dias 04/08 e 18/08/2012 - Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar - Filomena Felipe

Estrada 6 - 08hs dia 01/09/2012 - Marketing - Felisbela Pino/ Márcia Lima Soares / Paulo Moretti

Estrada 7 - 08hs dia 22/09/2012 - Uso da Tecnologia na Administração de UPRs - Marli Brasioli
Informações:
O curso possui 104hs – sendo em média 02 sábados por mês - Total de 13 sábados / ano
Horário: 8:30 às 17:30 hs (com intervalo de 1 hora para almoço(entre 12:30/13:00 horas e 2 coffees de 20 minutos – 10:30 hs e 15:30 hs)

Para mais informações acesse: http://www.sindicatonutricionistas.com.br/

Piquenique sustentável

O Instituto Akatu, com o intuito de incentivar um programa saudável e agradável como o piquenique, sendo uma forma de reunir a família e os amigos lançou um Guia para Piquenique sustentável, com dicas do que levar, formas de descarte e muito mais! Vale a pena conferir.

http://www.akatu.org.br/Content/Akatu/Arquivos/file/akatu-na-midia/Guia_ok2.pdf

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Coca Zero, McDonald's e uma garfada de agrotóxicos!

Após muitas pesquisas...
Bom, a polêmica gerada em relação aos aditivos nos refrigerantes considerados "zero" e diet deu o que falar!
O ciclamato é usado como adoçante artificial não calórico em diversos alimentos e bebidas, sendo 30 vezes mais doce que a sacarose sem o sabor amargo da sacarina, além disso,  é mais estável que o aspartame e a sacarina, podendo por isso ser levado a altas e a baixas temperaturas.
Os ciclamatos, de sódio e cálcio, foram banidos nos EUA em 1970, depois que estudos sugeriram que causavam câncer em animais de laboratório. Estudos subsequentes, porém, não confirmaram esses achados, mas o FDA (“Food and Drug Administration”) não cancelou o banimento.
Esta ainda é uma questão bem controversa. Por um lado, a FDA proíbe o produto há 40 anos, baseado em pesquisas que apontavam que a substância seria cancerígena. Já a Organização Mundial de Saúde, através de um comitê de especialistas em aditivos alimentares (JECFA), considera que o produto pode ser consumido, mas estabelece quantidades máximas de ingestão diária.
Aqui no Brasil o uso de ciclamato é permitido dentro das recomendações, desta forma não somente a Coca, mas outros fabricantes de produtos dietéticos podem utilizá-lo.
Outra polêmica que surgiu nas últimas semanas foi em relação ao McDonald’s e o uso de hidróxido de amônio para converter as sobras de carne gordurosa em recheio para os lanches, barateando o custo dos mesmos. O chef Jamie Oliver fez a denúncia em seu programa de TV e a rede do McDonald’s informou que irá alterar a receita, mas não devido ao chef.
Estes acontecimentos não são novidade! O que ocorre é que por conta das redes sociais e da facilidade em comunicação as notícias chegam e logo são disseminadas. Ok, um ponto bem positivo! O que precisamos esclarecer aqui é que há anos a indústria se utiliza de técnicas que deixem seus produtos, ou melhor, o seu custo de produção mais barato, gerando maior lucratividade.
É assim com a indústria de alimentos, com a indústria farmacêutica, com a construção civil, com a política e os exemplos são tantos que poderíamos ficar a manhã inteira neste assunto.
Quando algo incomodar, quando uma notícia for divulgada nos meios de comunicação vá atrás, pesquise, forme sua opinião sobre o assunto! E sim... divulgue!
O fato de a Coca utilizar o ciclamato que é proibido pelo FDA, mas não pela OMS até me incomoda, porém, questões como a quantidade de açúcar no refrigerante, o uso indiscriminado de agrotóxicos, o desvio de verbas, o desperdício de alimentos, o consumismo e o uso de mão-de-obra escrava me preocupam muito mais!
Continuemos divulgando as barbaridades que ocorrem por aí, mas deixo aqui um questionamento: De que forma você contribui para o crescimento destes negócios?
E como nutricionista, não poderia deixar de colocar a famosa frase: “Você é o que você come” - CUIDADO!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tô de volta! Ano novo - Vida nova!

Após um período (bem longo) conturbado, estou de volta!
Seguindo o bom e velho ditado: ANO NOVO - VIDA NOVA! Sim, vida nova de verdade... rumo a novos desafios! Saí da área gerencial-operacional em restaurante industrial e resolvi seguir "carreira solo", como diz minha querida amiga Felisbela Pino... virei consultora!
E que desafio!

Deixo aqui minha homenagem àqueles que contribuíram para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. E um trecho do texto que me motiva a buscar sempre algo melhor:

"A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.
Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós,será plantação que poderá ser vista de longe... Para cada dia, o seu empenho..."